x

Newsletter

Receba o conteúdo mensal :D

  • Mídias:
Steven Levitt E Stephen Dubner

Pense como um Freak

  • Recursos:

Pense como um freak

Pensar como um freak é uma ótima forma de romper com algumas formas fechadas e limitantes de pensar. Essas limitações existem para qualquer ser humano, mas muitas vezes elas dominam o cenário, seja por medo, favoritismo, preconceito, senso comum ou outras tantas coisas.

Pensar como um freak, tem tudo a ver com ir contra o senso comum, que é protegido pelas tradições, crenças e costumes. O freak é o sujeito fora da média, muitas vezes tem seus pensamentos ignorados, quando não são ridicularizados. Mas temos com frequência mudanças gigantescas no mundo vindas desses sujeitos.

Um pensamento de George Bernard Shaw que tem tudo a ver com isso:

“O homem sensato adapta-se ao mundo; o insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Daí que todo o progresso depende do homem insensato”.


Pela extensão do livro e da fragmentação das ideias, selecionei 3 temas para discussão: 3 palavras mais difíceis de dizer, Pensar como uma criança e O lado bom de desistir.

3 palavras difíceis de dizer

Se você pensou que era ‘eu te amo’ se enganou, é ainda mais difícil falar ‘eu não sei’ . Um estudo feito na Inglaterra, mostrou que não só os adultos mentem ao não saber uma resposta, como também as crianças. Foi contada em sala de aula uma história para as crianças e depois foi feito 4 perguntas sobre a história. O ponto era que 2 perguntas não podiam ser respondidas, pois a história não oferecia essas informações, e foi assim que 76% das crianças inventaram as respostas.

Depois o experimento foi repetido com adultos de diversos países e com outras perguntas, e novamente o mesmo resultado, a mentira era sempre maior. Os autores discutem que assumir o não conhecimento de algo tem um custo social muitas vezes alto, e as recompensas para quem sabe é sempre maior. Temos o costume de reconhecer que o outro não sabe, mas nós geralmente superestimamos nosso conhecimento. Os autores citam um exemplo interessante, “convidados a avaliar sua habilidade ao volante, cerca de 80% dos entrevistados se consideram melhores que a média dos motoristas”.

Assumir que não se sabe é o primeiro passo para o aprendizado, sem isso o indivíduo se protege e não evolui.

Pensar como uma criança

“As crianças são incansavelmente curiosas e relativamente isentas. Por saberem tão pouco, não andam por aí com os preconceitos que nos impedem de ver.”

Uma maneira de romper com o padrão é se permitir pensar como uma criança, isso tem um grande valor, dado que as crianças não temem perguntar e nem apresentar suas ideias, por mais absurdas que pareçam. Um aprendizado que pode ser feito e que os autores consideram valioso é pensar pequeno. Pensar grande tem alto custo, e além disso, o todo é mais complexo, exige mais energia e é uma massa dificílima de trabalhar. Em compensação, pensar pequeno é mais fácil, você fragmenta o problema, bem no modo cartesiano, e resolve por frações, e essas pequenas mudanças tem o potencial de causar grandes impactos. Como os autores contam, pequenas resoluções ao longo da história geraram grande mudanças; justamente a ideia do tipping point ( ponto da virada ).

O lado bom de desistir

Quase sempre persistimos em uma ideia, e muitas vezes demoramos para abrir mão de algo que se mostra insustentável. Desistir é difícil, e os autores apresentam um conceito chamado custos irrecuperáveis, é um fenômeno que nos afeta na medida que investimos tempo, dinheiro e suor em um projeto e quando ele vai mal sentimos que seria contraproducente desistir, já que nos dedicamos e investimos tanto.

Em 1986 a Nasa pretendia lançar o Challanger em cabo canaveral, na flóriada. O lançamento tinha sido adiado várias vezes e a missão tinha despertado muito interesse da opinião pública. Uma noite antes do lançamento eles tinham tido uma conferência, onde um sujeito chamado Allan McDonald era contra o lançamento, já que a temperatura prevista era de 7 graus e os impulsionadores nunca tinham sido testados abaixo de 11 graus. Foi uma confusão, ele se manteve firme, mas a diretoria tinha decidido que o lançamento iria acontecer, a Nasa pediu que ele autorizasse a decolagem, ele se negou e um superior autorizou o lançamento. O challanger foi lançado e 73 segundos depois ele explodiu, matando toda tripulação. O problema? Falha nos impulsionadores por causa da temperatura baixa. 

O custo de continuar com um projeto pode ser muito maior do que desistir dele, e é assim que os autores nos provocam a reflexão.

podcast

Pense como um Freak
Steven Levitt E Stephen Dubner
Lucas Conchetto - 2020