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Phil Knight

A marca da vitória

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A Marca da Vitória - Phil Knight

O livro “A marca da vitória” conta a história de Phil Knight, fundador da Nike, uma história de empreendedorismo revigorante. Através de altos e baixos, ganhos e perdas, a equipe de Phil construiu uma das mais admiradas marcas do mundo.

Phil deixa evidente no livro que era um jovem tímido e extremamente introvertido. Com um hábito excêntrico para época, Knight corria todos os dias, quilómetros a fio. Na faculdade de Oregon teve contato com o famoso treinador Bowerman, que adotou-o em sua equipe de corrida e atletismo. Nesse período Knight criou grande identificação e admiração pelo treinador Bowerman. A paixão de Bowerman transcendia à corrida; ele não só treinava, ele também costurava os tênis dos atletas. Essa experiência profunda no esporte e uma ligação pessoal tão significativa com o treinador, deu a Phil novas visões de mundo, amadurecendo-o.

Formado em Oregon, Phil foi para o mestrado em Stanford, cursar negócios. Na conclusão do curso deu seus primeiros sinais no empreendedorismo, trazendo como defesa a criação de uma empresa de calçados, que funcionava por terceirização da produção para o Japão. Poucos se empolgaram com seu trabalho e ideia, exceto o professor que considerou o trabalho e defesa dignos de um A. Formado em ambas faculdades e de volta na casa dos pais, Phil tinha pela frente decisões difíceis a tomar; o que ele faria da vida.

Em uma manhã serena e com encantador cheiro da floresta, Phil corria pela beira da estrada, quando teve um insight, precisava tocar sua “Ideia Maluca”. Durante aquele dia amadureceu a ideia e trouxe-a para à mesa. Afinal, ele não tinha dinheiro suficiente, precisaria do financiamento do pai para realizar sua Ideia Maluca. Contou ao pai que gostaria de ir ao Japão em busca de uma parceria de negócios e de quebra daria uma volta ao mundo, uma aventura de mochileiro. Com alguma negociação e um certo pesar, o pai topou, ele havia sonhado com isso para si e não realizou, gostaria então que pelo menos seu filho realizasse tal empreitada.

Antes de negociar a viagem com o pai, tinha combinado com Carter, um amigo de Stanford sobre aquela viagem, e Carter acabou topando. Tudo estava resolvido e eles saíram rumo ao Havaí. Lá eles se encantaram e se perderam. Carter e Phil se apaixonaram tanto pelo lugar que buscaram empregos e ficaram lá por meses. Nessa experiência Phil foi vendedor de enciclopédias e corretor em uma firma de investimentos. O tempo passou e Phil sentiu que deveria seguir viagem, convocou Carter e descobriu que não teria mais um parceiro de viagem. Carter tinha conhecido uma garota, estava namorando e com planos para casar. Com certo desânimo, Phil decidiu seguir viagem e ir direto ao Japão. Durante todo esse período, Knight se preparou muito. Estudou sobre a cultura Japonesa, o modo de fazer negócios e até mesmo o idioma. Em suas pesquisas anteriores havia encontrado a empresa que buscaria parceria, a Onitsuka. A Onitsuka produzia bons tênis, dos quais não eram vendidos em escala nos EUA, não havia ponto de venda, representantes, nenhum trabalho de consolidação da marca. Hospedado no Japão, e com a reunião marcada era hora de fazer acontecer. Era o dia da reunião e havia uma energia muito boa no ar, as coisas fluíram e o interesse de parceria era recíproco. Phil gostaria de ser o único representante da Onitsuka e a empresa tinha o interesse de entrar no mercado americano. Phil inventou de improviso o nome da empresa Blue Ribbon Sports, e o acordo estava fechado.

A missão estava concluída e então Knight saiu pelo mundo explorando todos destinos que sonhava. Passou por muitos países, escreveu um diário e viveu com muita intensidade aquele período.

De volta aos EUA era hora de fazer acontecer, articulou a entrega dos calçados com a Onitsuka e ficou à espera. Em pouco tempo chegaram os primeiros Tigers e Phil foi à campo vendê-los. Os tênis foram um grande sucesso, os corredores gostaram e com o tempo Phil foi se consolidando. Nesse momento ele havia firmado sociedade com seu treinador da faculdade, que endossava o negócio, trazendo credibilidade e solidez à firma. A dinâmica funcionou de forma ótima, as vendas aumentaram e os desafios acompanharam a demanda.

Movida por uma tentação de ampliar sua base de negócios nos EUA a Onitsuka iniciou uma pesquisa em busca de novos revendedores, colocando a Blue Ribbon em sérios problemas. Esse conflito de interesses gerou uma ruptura dos negócios e a parceria nunca mais seria a mesma. Percebendo o movimento da Onitsuka, a Blue Ribbon buscou novas fábricas e um produto exclusivo. Nesse momento de negociação de um novo calçado com uma terceira firma, que tinha como objetivo dar suporte à qualquer rompimento futuro com a Onitsuka, nasceu a NIKE. Em busca de um nome para a nova firma, Johnson um dos funcionários trouxe a palavra Nike, que afirmou ter sido revelado a ele em sonho. Phil confiou na escolha de Johnson que era um erudito e profundo leitor. Nike é a deusa grega da vitória, o que criou identificação com Phil que havia se surpreendido com a beleza e grandeza do templo de Nike na Grécia.

Aconteceu, a Nike estava no mercado e as vendas começaram acontecer. Com uma proposta ousada, os modelos e as caixas já eram muito diferente da concorrência. Naquela época as caixas eram cinza ou azul, mas as da Nike eram laranja fluorescente.

O tempo correu e a empresa foi se desenvolvendo, embora o desfecho da história com a Onitsuka tenha terminado no tribunal. Tudo se encaminhou e a Nike seguiu firme em busca da vitória.

Os futuros anos foram recheados de altos e baixos, cada dia era um desespero e parecia que a empresa ia acabar. Dependente de crédito bancário para operar, a Nike em quase toda sua existência sofria duras pressões do mercado. Era frequente as ameaças dos bancos e de investidores para retirada de capital. Isso mexia com Phil, mas no final servia como combustível, ele estava cada vez mais decidido em fazer da Nike uma empresa gigante.

Com o crescimento e diversificação a Nike ganhou mais estabilidade, o que levou-a ao passo lógico seguinte: abertura de capital. Foi um sucesso, as ações foram vendidas pelo mesmo preço da Apple na época, e em um dia a realidade deles mudaram. Dormiram em grandes incertezas, e acordaram homens imensamente ricos.

Top 5 Aprendizados

  1. A importância de um grupo de liderança forte.
    Bons e maus resultados sempre estão relacionados à liderança. Se uma empresa está com problemas, é o líder o culpado, ele deve manter à ordem, abrir caminho para bons funcionários se desenvolverem e demitir os que não estão alinhados à filosofia da firma. Uma liderança forte gera uma empresa forte.
  2. Apostar todas fixas no que amamos fazer.
    Foco. Se ficamos divididos não colocamos toda energia possível naquilo, então apostar todas fixas no que amamos nos coloca em posição de vitória.
  3. Persistência. Não concentrar a visão nas perdas, mas nas futuras e possíveis vitórias.
    É claro que vamos sofrer e muitas perdas virão, mas é preciso vencer esse drama e mirar os olhos para o futuro e para as possibilidades.
  4. Como nas corridas, os negócios e a vida só tem uma direção: para frente!
    O passado já foi e não tem nada que podemos fazer para alterá-lo. É por isso que temos que lutar para se manter em movimento e em frente.
  5. Tentativa e erro.
    Muitas vezes não avançamos por medo de não ser bons o suficiente. Esse pensamento é perigoso, pois não nos coloca em condição de evolução. Tentar e errar, é um grande aprendizado, pois o erro nos compele a pensar, e essa reflexão nos leva ao ajuste. O ajuste é o ingrediente fundamental para o progresso.

podcast

A marca da vitória
Phil Knight
Lucas Conchetto - 2020