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Malcolm Gladwell

O ponto da virada

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Em O ponto da virada, Malcolm Gladwell aborda a anatomia de uma epidemia: como elas se propagam, como se fixam, ganham escala e atingem um grande número de pessoas.

Mas o que é O ponto da virada?

É um fator de mudança, é quando algo muda a estrutura de uma ideia, de um costume, da sociedade, quando algo muda de rumo, gerando um efeito exponencial de transformação. É uma virada que inverte o que está em andamento e altera radicalmente o cenário. Como na imagem abaixo, é um momento que algo muda o jogo e altera a curva.

Tipping Point - O Ponto da Virada

Depois de muita pesquisa e estudo, Gladwell encontra três regras que regem uma epidemia, são elas: regras dos eleitos, fator de fixação e poder do contexto.

A Regra dos eleitos

As epidemias são propagadas por agentes influentes, capazes de convencer, de comunicar e se fazer crer.

Gladwell identifica três perfis:

Experts, conhecedores profundos de alguns assuntos, dominam por completo o tópico e são fascinados por propagar suas crenças e conhecimentos. Você deve conhecer alguém que conhece muito sobre carros, tecnologia, e que todos amigos recorrem a ele para perguntar o que é melhor, modelo X ou Y, e você sai convencido sobre qual é a melhor opção, pois aquela pessoa fala com propriedade, afinal é um expert.

Vendedores, são parecidos com os experts, pois entendem muito do assunto que se propõe, mas eles tem uma inclinação social maior, levam jeito com as pessoas, são carismáticos, falam com propriedade e são persuasivos.

Comunicadores, conhecem muita gente, são excelentes para lidar com pessoas. Mantém diversas conexões, tem contatos em diversas áreas e tem muita facilidade para percorrer diferentes grupos.

O Fator de fixação

Para uma epidemia se propagar ela precisa dos agentes influenciadores, porém se a mensagem não for forte e não tiver um propósito, um fator que se fixe, ela não vai se tornar uma epidemia, será esquecida e não tomara grandes proporções.

Em 1775 um homem chamado Paul Revere, saiu a meia noite em uma cavalgada que mudaria a história americana. Ele tinha uma mensagem, ‘os ingleses estavam chegando e a guerra se aproximava’. Quando enfim os ingleses chegaram, os americanos já estavam preparados e venceram a batalha. Em uma época sem qualquer meio rápido de comunicação, a mensagem viralizou, atingindo diversas cidades.

O Poder do contexto

E para que tudo funcione, é essencial que o contexto de formato e permita que todas as outras peças se encaixem. Um comunicador, uma boa mensagem, mas no contexto inadequado, não vai propagar.

Para ilustrar o contexto, vamos entender como Nova Iorque na decada de 80 venceu o crime. As crianças e idosos voltaram as ruas, praças e parques foram reabertos. Como uma cidade com 2 mil assassinatos e 600 mil crimes graves por ano teve seu ponto de virada?

George Kelling, um criminologista, apontou que sua teoria ‘janelas quebradas’ era um dos maiores fatores da desordem em Nova Iorque. A teoria diz que quando você passa por uma rua e vê uma casa com uma vidraça quebrada, e depois de algum tempo ela continua quebrada, nosso cérebro relaciona aquilo como anárquico, que ali não tem ninguém que liga pra ordem. Assim as pessoas passam a respeitar menos, pois o contexto é sugestivo a desordem. Algum tempo depois Kelling foi contratado como consultor na companhia de trens da cidade e o primeiro ponto que ele apontou foi resolver a questão das ‘janelas quebradas’, limpar a sujeira, pintar as pichações e organizar as estações. O contexto mudou, e isso passou inibir cada vez mais as pessoas a depredar, e isso forçou a mudança.

podcast

O ponto da virada
Malcolm Gladwell
Lucas Conchetto - 2020